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Matelassê para o inverno

O matelassê é o efeito dado a um tecido ou outros materiais por conta do acolchoado e costuras, que formam padrões decorativos regulares ou irregulares e foi muito usados nos anos 20 e anos 70; mas é da grife Chanel um dos itens mais marcantes: as bolsas – como não lembrar da icônica 2.55, matelassada e com alças de corrente?

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Com o acolchoamento, o uso do matelassê no inverno é bem grande e muitas marcas apostaram na textura para 2013, que confere imediatamente um ar de sofisticação:

Balmain

Matelassê luxuoso da Balmain

Anna Sui

Anna Sui

Vamos aguardar os desfiles de inverno 2014 do Brasil para ver se, por aqui, o matelassê também vai ter espaço. Enquanto isso, uma seleção de peças das lojas on line Farfetch e Net-a-Porter com matelassê ou imitando:

Balmain

Balmain

Jason Wu

Jason Wu

Fontes: SheFinds, Style, UOL Imagens, Chanel, Farfetch, Net-a-Porter, Enciclopédia da Moda

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Desfiles Masculinos Inverno 2013-14 – Parte 02: Formas e tecidos

Dando continuidade ao resumo dos desfiles masculinos falaremos sobre as formas.

Os casacos, blusões e sobretudos vieram com formas grandes, por vezes destacando os ombros mais arredondados e largos, outras as golas gigantes e também o comprimento – mais longo. Podemos destacar aqui o uso de peles (falsas ou não) e de texturas nos casacos ou em partes deles.

Lanvin

Lanvin

Casacos Oversized:

Ombros destacados/arredondados

 Viktor & Rolf

Viktor & Rolf

Peles, pelos etc:

Versace

Versace

As calças mais ajustadas e certas no corpo continuam, embora tenhamos visto interessantes versões mais largas:

E. Tautz

E. Tautz

Em meio ao tecidos mais tradicionais, novamente o couro e veludo se destacaram.

Christian Lacroix

Christian Lacroix

Fontes: Style.com, Fashionising

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“Le smoking” – versões para o inverno 2013

Em 1966 o estilista Yves Saint Laurent lançou o “le smoking” (como foi chamado) para mulheres, derrubando mais uma barreira entre o masculino e o feminino, e desde então a peça passou a ser uma das marcas do estilista, sempre presentes em seus desfiles.

Croqui e imagem do “Le Smoking” de Yves Saint-Laurent (fotografia de Helmut Lang)

O smoking ganhou várias releituras ao longo desses anos, e numa época em que o estilo masculino (boyish/tomboy) está em alta, ele apareceu atualizado em muitos desfiles de inverno, adaptado ao DNA de cada criador/marca:

Alexander McQueen

Céline

Christian Dior

Haider Ackermann

Lanvin

Ralph Lauren

Theysken’s Theory

Há poucos dias Naomi Campbell surgiu com um modelo Alexander McQueen na premier do filme 007 – Operação Skyfall, mas ela não foi a única que usou o smoking em eventos formais:

Além do tapete vermelho, a peça pode ser usada de um jeito mais informal e moderno:

Fizemos uma seleção de peças a venda, para inspirar:

Fontes: Enciclopédia da Moda, Polyvore, Harper’s Bazaar, Farfetch, OQVestir, Dafiti, Reprodução

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Ásia Revisitada – inspiração para inverno e verão

A inspiração na tradição e cultura asiáticas tomou conta de alguns desfiles de inverno do hemisfério Norte e também de verão aqui do Brasil. As referências estão presentes na estamparia, nos quimonos e Obi.

– Zac Posen: Com inspiração no Japão, o desfile estava recheado de jacquards com peônias, vermelho Japão e azul imperial, além das estampas a faixas Obi.

 

– Proenza Schouler: com inspiração nos quiimonos, Karatê e Yoko Ono a referência é asiática mas com um jeito de Nova York.

– Jason Wu: a inspiração foi a China, mas com três olhares diferentes – a China militar, a China histórica da dinastia Qing e a visão não autêntica da China por Hollywood nas décadas de 30 e 40.

– Dries Van Noten: estudou a iconografia japonesa, coreana e chinesa do Museu Victoria & Albert para reproduzir digitalmente algumas de suas estampas.

– Rag & Bone: onde a Índia e a Inglaterra se cruzam foi o ponto de partida para criar a coleção.

Já no Brasil, os desfiles de verão 2013 das grifes Triton e Oh, Boy! se inspiraram nas terras de lá:

– Triton: fugiu um pouco das características mais marcantes da cultura japonesa para se concentrar na vida urbana de Tóquio.

 

– Oh, Boy!: misturou vestimentas tradicionais japonesas à modernidade de Harajuku mais as roupas esportivas das cheerleaders e dos jogadores universitários. Figuras orientais como as garças e flores, as faixas tipo obi, os brincos em formato de leques e os “origamis” de panda dão a pegada oriental da coleção.

 

E a edição de setembro da Vogue Holanda (a mais importante do ano, como falamos aqui), destacou a tendência com um editorial chamado Eastern Promises, clicado por Marc de Groot:

 

 

Fontes: FashionGoneRogue, FFW, Fashionologie e Style.com